MANIFESTO EM DEFESA DA EXTENSÃO POPULAR

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Em agosto de 2014 foi realizado o Encontro Nacional dos Movimentos em luta por uma Universidade Popular – ENMUP. A partir daí criamos uma Articulação Nacional dos MUPs existentes no país, para trocarmos experiências e pensarmos atividades em comum, sempre respeitando a pluralidade e as particularidades de cada movimento. Foi nos debates coletivos que chegamos à conclusão de que um das frentes de atuação central para todos os MUPs é a Extensão Popular. É assim que nós, estudantes, professores, educadores populares, coletivos de extensão, entidades e movimentos sociais, convocamos toda sociedade a disputar princípios e concepções das universidades brasileiras, na direção das necessárias transformações sociais.

As universidades constituem espaços privilegiados com relação à sistematização, manutenção, divulgação e produção de conhecimento. Enquanto instituições social, são permeadas de contradições, refletindo os interesses das classes sociais em disputa na sociedade nos diversos momentos de sua história. Faz-se necessário negar de que a educação superior seja um privilégio de poucos e de que a formação acadêmica seja direcionada por interesses mercadológicos. A defesa da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é essencial para disputar o papel social da universidade, para que esta sirva aos interesses da maioria da população. Desse modo, repudiamos as intervenções privatistas no Ensino Superior, que tem destruído a pesquisa e a extensão, além de precarizar ao máximo o ensino.

Entendemos que não é um contrassenso falar em extensão popular na atualidade, pois a extensão que tem em si a potencialidade de exercer um papel criativo e transformador na sociedade, torna-se muitas vezes um instrumento de manutenção das relações de dominação vigentes, com características mercadológicas e ou assistencialistas. Assim, a extensão universitária é uma atividade com grande potencial para intervenções imediatas junto ao cotidiano de grupos, movimentos sociais e população em geral, contribuindo com o processo de tomada de consciência por parte dos trabalhadores com vistas à transformação social, superando as desigualdades resultantes da exploração que caracteriza a sociedade capitalista.

Entendemos que essa é a característica que nos permite chamar de popular a extensão a que nos propomos a defender, herança da extensão universitária latino-americano, que se inicia com o Movimento de Córdoba, na Argentina, no início do século passado, e que se fortaleceu e adquiriu maior radicalidade com o envolvimento de estudantes e professores com os movimentos de educação e cultura popular ocorridos no Brasil na década de 1960.

Há no Brasil experiências significativas de trabalhos na extensão popular em áreas fundamentais, como saúde pública, direito a cidade, comunicação alternativa, núcleos de assessorias jurídicas, cursinhos pré-vestibulares populares, ações em assentamentos no campo, ocupações urbanas, cursos de formação contra as opressões, ações nas comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, e outros. Algumas Executivas e Federações de Cursos já têm trabalhos consolidados no campo da extensão, e outras estão iniciando as discussões em seus encontros.

Defendemos a extensão como um dos caminhos para construção de uma universidade plural, democrática e aliada dos movimentos sociais na transformação da sociedade.

Em defesa da Extensão Popular, criar Universidade Popular!

MANIFESTO EM DEFESA DA EXTENSÃO POPULAR

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Campanha Permanente em Defesa da Extensão Popular

Experiência da Ocupação Comuna Amarildo de Souza e do Projeto Comuna: por uma Universidade Popular

Experiência da Ocupação Comuna Amarildo de Souza e do Projeto Comuna: por uma Universidade Popular

O Encontro Nacional dos Movimentos em luta por uma Universidade Popular – ENMUP deu um importante passo na nacionalização desse projeto para nossa Educação e para as nossas Universidades. Através da Carta de Fortaleza foi pensada coletivamente uma linha política e organizativa comum, alem de uma articulação nacional, para os MUPs já existentes e para aqueles que começariam a ser implementados pelos militantes, movimentos e entidades que participaram do Encontro e viram a necessidade de construir espaços para atuação nos seus locais de Estudo e moradia.

Dentre essas deliberações estava o mapeamento das experiências de Extensão Popular, ou seja, projetos de Extensão vinculados às necessidades da classe trabalhadora e que incorporem as experiências culturais e políticas existentes para além dos muros da universidade.

Na primeira reunião da Articulação Nacional dos MUPs, em Dezembro de 2014, na cidade de Goiânia, deu-se continuidade ao debate sobre Extensão Popular e deliberou-se a Campanha Permanente em Defesa da Extensão Popular. Alem do mapeamento, definiu-se a importância de difundir as experiências já existentes, no sentido de aglutinar forças para novas construções e para se contrapôr à lógica assistencialista, mercadológica e privatista que tem reinado nas Extensões Universitárias e na Universidade como um todo.

Formou-se então uma Comissão Nacional para a formação de uma Campanha Permanente para dar continuidade à discussão, ao mapeamento, à divulgação das experiências existentes e sobretudo para fomentar a construção de novas experiências.

Todos os movimentos, entidades, organizações e militantes que tenham alguma construção nessa área, ou mesmo que tenham interesse, sintam-se completamente à vontade para entrar em contato. Trata-se de uma construção apenas iniciada, e que tem como importante principio o respeito às diferenças e o amplo debate.

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Reunião de Articulação da Luta por uma Universidade e Educação Populares!

Após o vitorioso Encontro Nacional de Movimentos em Luta por uma Universidade Popular(ENMUP) realizado no Ceará, entidades,organizações e movimentos em luta convocam esta reunião para debater os encaminhamentos práticos do encontro, organizar campanhas e construir na prática a luta por outro modelo de educação!

A reunião ocorrerá nos dias 19 e 20 de dezembro em Goiânia(GO), no Colégio de Aplicação da UFG. Segue a programação:

Dia 19(Sexta Feira).

19 Hrs:

Debate: Educação e poder popular.

Dia 20 (Sábado).

10 Hrs:

Socialização de experiências dos movimentos.

Avaliação do ENMUP.

12:30: Almoço.

13:30: Planejamento (materiais, campanhas, etc)
Organização.

19 hrs: Jantar.

20 hrs: Sarau.

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Carta de Fortaleza

enmup

Durante os dias 14 e 17 de Agosto de 2014, aproximadamente 700 pessoas oriundas de um conjunto de movimentos, organizações, entidades e instituições acadêmicas de quase todo o país reuniram-se para refletir, debater e lutar por outro modelo de universidade e educação. Rejeitamos o quadro crescente atual de mercantilização e privatização da educação, repudiamos o predomínio da lógica do grande capital na produção de ciência e tecnologia nas universidades, desejamos superar a atual estruturação da educação e da universidade brasileira como reprodutoras das desigualdades sociais, da exploração de classe e das opressões étnico-raciais, gênero, identidade de gênero e diversidade sexual.

A privatização da educação faz parte da mesma política das classes dominantes de militarização das periferias e criminalização do povo trabalhador, da opção dos governos de direcionar mais de 40 % do orçamento nacional para o grande capital monopolista e financeiro (dívida pública) em detrimento de mais investimentos em áreas sociais básicas. Além disso, também faz parte da mesma lógica de controle da população através dos monopólios privados de mídia e da informação, em suma, estes são o modelo e a visão de educação alinhados aos interesses da grande burguesia monopolista.

A educação é cada vez mais tratada como um negócio. O maior monopólio de educação do mundo, Kroton e Anhanguera, foi formado no Brasil. O poder econômico e político também se associam na área educacional. Para constatarmos isso, basta analisarmos a linha diretiva de benefícios para a expansão privada do ensino em programas de governos como o ProUni, Fies, Ciência sem Fronteiras, Pronatec e creches conveniadas. O poder desta articulação se materializou com a aprovação dos 10% do PIB para educação. Embora aparentemente esta medida possa ter contemplado uma importante pauta dos movimentos combativos no que se refere à ampliação do investimento público na educação, esta demanda é readequada aos interesses dos empresários ao aprovar o aumento do investimento público também para a expansão do setor privado. Neste sentido, acreditamos ser importante a articulação nacional em defesa dos 10% do PIB para educação publica já, não para daqui a 10 anos, como propõe o governo, e, sobretudo, a partir das demandas e sob o controle da classe trabalhadora.

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Educação do Campo

Elisangela Carvalho

Sabe-se que a Educação do Campo foi protagonizada pelos trabalhadores do campo e suas organizações, na luta por políticas educacionais que atendessem aos interesses das comunidades camponesas. A Educação do Campo nomeia um fenômeno da realidade brasileira atual (CALDART, 2012 in Dicionário da Educação do Campo), passando a ser uma ferramenta para a luta de uma realidade que não é nova, mas que precisava ser enfrentada: a ausência de políticas públicas para o campo.

Entende-se a Educação do Campo como luta social pelo acesso dos trabalhadores do campo à educação, porém uma educação protagonizada por estes sujeitos. Trata-se de uma educação dos e não para os sujeitos do campo. Feita sim através de políticas públicas, mas construídas com os próprios sujeitos dos direitos que as exigem. (CALDART, 2002, p. 27). Uma educação que pensa a realidade concreta desses sujeitos, considerando sua cultura, suas tradições no campo, compreendendo esse campo como espaço de produção da vida. Por isso, a educação do campo combina luta pela educação com luta pela terra, pela Reforma Agrária, pelo direito ao trabalho, à cultura, à soberania alimentar, ao território. (CALDART, 2012, p. 263). Continuar lendo

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Construir a Educação do Poder Popular!

imagem enmupOs gritos de mais dinheiro para educação, melhores salários, contra as demissões em massa rotineiras entre trabalhadores da educação no ensino privado, por melhores condições de trabalho para os educadores e contra o “descaso” da educação no país fazem parte da indignação de amplos setores da sociedade brasileira bem antes da explosão social dos protestos de rua e aumento do número de greves pelo país. Também, nestes últimos anos, acompanhamos uma série de mudanças, projetos e debates sobre educação nas quais repercutem a correlação de forças da própria sociedade. O debate mais recente é a meta de investimento de 10 % do PIB para a educação.

Apesar de uma reivindicação justíssima e histórica dos mais distintos setores dos movimentos populares a luta por mais investimentos em políticas educacionais não é exclusividade dos trabalhadores. Principalmente, a partir dos anos 90, a educação cumpre também um importante papel para a dinâmica da acumulação capitalista. Se, por um lado, se mantém a necessidade de qualificação e disciplinarização da força de trabalho, por outro, a educação se transformou em mais uma mera mercadoria acompanhada pela lógica do capital financeiro.

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Programação da 1º Reunião Nacional de Organização do ENMUP

Dia 21
18: 00 – Credenciamento dos participantes e das entidades.

19:00 – Debate: O acirramento das lutas populares no Brasil e o papel da luta por uma Universidade e Educação Popular.

21:30 – Jantar .

Dia 22

8:00 – Café da Manhã.

9: 00 – Informes e apresentações dos Movimentos.

10:00 GT: Por que organizar um Encontro de Movimentos em luta pela Universidade Popular? Princípios, diretrizes e objetivos para o encontro.

13:30-Almoço.

14:30- Organização dos eixos de luta:

Mega eventos e educação.
Ciência e tecnologia para quem?
Democracia e acesso à universidade.
Mobilização Nacional contra a EBSERH.
Extensão para e com os movimentos populares.
A construção do poder popular na educação.

17:30- Lanche.

18:00- Informes estruturais do ENMUP

18:30- Divulgação e preparação para o ENMUP.

21:30- Jantar e atividade Cultural.

Dia 23

9:00- Programação do ENMUP.

12:00- Encaminhamentos Gerais.

Alojamento: CH UECE

Taxa de participação: 10 reais(alojamento + alimentação)

programação

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Mais lutadores se somam à construção da luta por uma Universidade Popular.

“O Centro Acadêmico de Serviço Social Amanhecer da Faculdade Integrada Tiradentes – Fits, Maceió Al, apoia e estará presente no ENMUP, pois acreditamos que espaços como esse se configuram como um campo fértil para o despertar de uma consciência política, sendo assim, a luta por uma universidade popular se insere no processo de construção da contra-hegemonia aos interesses do capital.”

cassa

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Seminário Nacional Organizativo do ENMUP!

Convidamos tod@s as organizações, coletivos, entidades, companheiros em luta para participarem,opinarem e construírem o Encontro Nacional de Movimentos em Luta por uma Universidade Popular, cujo seminário preparatório ocorrerá nos dias 21, 22 e 23 de março em Fortaleza-CE na Universidade Federal do Ceará!

O que é o ENMUP?

O Encontro Nacional dos Movimentos em Luta por uma Universidade Popular é uma tentativa de articulação de coletivos, entidades de base e movimentos populares que estão inseridas em diversas lutas e compreendem a importância de se construir efetivamente um projeto de educação com e para as classes populares, a partir das diversas lutas e demandas da juventude e dos trabalhadores no seu cotidiano.

A inciativa será realizada em agosto também no Ceará e já possuí o apoio de mais de 80 entidades e movimentos estudantis, culturais e populares combativos. Esperamos que a luta por uma Universidade Popular supere as barreiras acadêmicas de seminários e meras discussões de conceituação para avançarmos em diretrizes unificadoras das lutas contra a mercantilização e privatização da educação brasileira.

Em breve enviaremos a programação completa desta reunião aberta preparatória para o ENMUP!

seminario

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1º Pré-ENMUP em Fortaleza/CE

E a construção do ENMUP não pára! 1º Pré-ENMUP local, em Fortaleza, dia 22/02.

Lutar, Criar, Universidade Popular!

pre-enmup

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